Eu já acreditei no amor, já acreditei que duas pessoas poderiam nascer uma para outra, como um mosaico que se completa, pensei que duas almas um certo dia separadas fossem capazes de reconhecer seu próprio reflexo nos pares de olhos tão profundos que fitariam um ao outro enfeitiçados. E quando esse momento mágico acontecesse, as almas se tornariam uma só alma pulsante de amor, e não haveria força no mundo capaz de desfazer essa união novamente, nem mesmo a morte com sua crueldade. Porque mesmo depois de mortas, as pessoas continuariam vivas uma dentro da outra por um tempo chamado eternidade.
Muitos dizem que não acreditam em amor à primeira vista, eu já o vivi. Naquele momento percebi que aquela pessoa era tudo que eu sonhava e precisava, sua liberdade e vontade de viver plenamente me contagiaram e me fizeram querer ser mais livre. Porém, infelizmente, tudo que eu senti foi exclusividade minha. Tentei de todas as formas possíveis, atropelei meu orgulho em nome de um grande amor que não foi recíproco. Ele não se deu conta de que eu o olhava como jamais outra pessoa vai olhar e que eu poderia lhe mostrar o mundo e a felicidade como outro alguém jamais o fará. O mesmo destino que se encarregou de mostrar uma das melhores pessoas que já conheci, se encarregou também de levá-lo para longe dos meus braços. Não tive ao menos a oportunidade de ver novamente aqueles olhos e sorriso livres, não pude sentir seu corpo abraçado ao meu pela última vez e tudo que tenho hoje são lembranças atormentadoras de um amor que poderia ter sido vivido e não foi. Me pergunto para onde foi a grande força do amor capaz de transformar destinos e transpor os mais impossíveis obstáculos e não encontro resposta.